quarta-feira, 27 de novembro de 2013

4º dia - Curso Local de Crime Senasp

Quarto dia do Curso de Local de Crime Integrado com Balística, Laboratório, Papiloscopia e Medicina Legal, promovido pela Senasp em João Pessoa/PB.

Começamos o quarto dia com aula sobre Medicina Legal com o professor e Legista da Paraíba, Flávio Fabres.

Início das aulas no quarto dia do curso de Local de Crime integrado.

O professor já era um conhecido do peritos da Paraíba. Estes se sentiram muito à vontade com a instrução que passou pelos conceitos básicos, de domínio da maioria dos peritos de campo e nos estimulou a pensar sobre outras situações interessantes expostas ao longo da apresentação.


O professor começou com conceitos básicos, mas não ficou na superfície. Expôs uma visão bastante abrangente da influência da Medicina Legal na perícia de local de crime.


Gostei, e reproduzo abaixo, um itinerário da origem dos fatos que necessitam dos cuidados dos Peritos Criminais em suas diversas especialidades, inclusos médicos legistas e odontos legistas.


Assim como os instrutores anteriores, transpareceu o domínio do assunto, tanto no âmbito teórico (professor universitário) quanto no campo prático (médico intensivista e perito médico legal). E isso é estimulante para os alunos. Nos fez pensar em quantos detalhes somos obrigados a dominar para executar uma boa perícia em local de crime.

No final da aula fizemos um registro fotográfico da turma com o professor. Os peritos da Paraíba eram os mais entusiasmados! Clique na imagem para ampliar.

Final da primeira aula do quarto dia do curso.

O almoço foi numa peixaria próxima, mas a turma ficou dividida. Uma parte ficou conosco e registramos abaixo.

Almoço numa peixaria próxima da academia.

A aula da tarde não foi menos estimulante, ainda que o assunto parecesse tedioso!


A professora Maria Cristina Franck expôs sobre atividades laboratoriais. Ela organizou a apresentação numa série de conceitos e paulatinamente explorou cada um deles. Vejam abaixo:


Particularmente esta aula foi bem enriquecedora. Para um estado como Alagoas que não possui laboratórios estruturados, praticamente deixamos de executar atividades externas que municiem exames laboratoriais! Pode parecer estranho, mas isso é fato. Fazemos o que podemos fazer. E quem não tem como fazer (exames de laboratório) termina por negligenciar essa parte da prospecção em local de crime.

Claro que sempre que podemos fazemos coletas específicas para promover os exames especializados em laboratórios fora do estado.

Por isso que a aula foi interessante. Estimulou a implantação, mais rigorosa, deste setor em institutos que tem deficiência. Também reforçou outros conceitos correlatos, como a biossegurança.

Estímulo e alerta à biossegurança.

Regras de como veicular o vestígio para exames laboratoriais foram expostas. E isso nos faz pensar em como preparar as regras específicas para cada laboratório.

Explorando o "o que fazer com isso?"

Não é de surpreender que todos os alunos ficaram absortos na apresentação e muitas perguntas foram feitas. Abaixo uma imagem mesclando quatro fotos do celular para ilustrar em quase 180 graus o ambiente da sala de aula durante a tarde do quarto dia.

Clique na imagem para ampliar!

Abaixo, Paulo Rogério, Florestone, Veras e Horácio ouvindo a instrução da tarde.


Terminamos os trabalhos do quarto dia e um grupo foi jantar na orla. Mais uma vez retornamos ao hotel para finalizar o curso no quinto e último dia de aulas, com avaliação final!

Veja também o quinto e último dia do curso.

3º dia - Curso Local de Crime Senasp

Terceiro dia do Curso de Local de Crime Integrado com Balística, Laboratório, Papiloscopia e Medicina Legal, promovido pela Senasp em João Pessoa/PB.

O início do terceiro dia se deu com o professor Jorge Carvalho, Perito Criminal na Bahia.


Com seu carisma e sotaque peculiar do baiano, fez uma exposição introdutória básica a respeito de conceitos de papiloscopia e suas técnicas de revelação.


Inclusive várias das técnicas de revelação apresentadas já são de domínio exemplar pelos peritos criminais de Alagoas. Algumas já expostas aqui no blog em publicações anteriores, incluindo pós fosforescente, uso de luzes forenses e tratamento digital de imagens ("Levantamento Papiloscópico - pó branco e fosforescente") e com uso exclusivo de levantamento fotográfico ("Levantamento papiloscópio 'fotográfico'").

Depois o professor esmiuçou detalhes do funcionamento de sistemas automatizados de identificação por impressões digitais (Automated Fingerprint Identification System - AFIS).


Boa parte da exposição do professor Jorge Carvalho era conhecida pelos peritos criminais presentes, mas como a exposição da professora Priscila (DNA Forense), nem sempre sabemos de todo o potencial da ferramenta e da especialidade.

A aula foi bastante interessante do ponto de vista de conhecer os conteúdos dos bancos de dados disponíveis. O que eles podem fornecer como informação viável para a investigação e como devemos inserir os dados no sistema.

Um detalhe da aula foi informar/reforçar que fotografias de impressões papiloscópicas devem vir acompanhadas de escalas. Isso facilita a inserção dos dados no sistema AFIS.

Pela tarde tivemos aula de Informática Forense com o professor Luiz Rodrigo Grochocki, perito criminal do Estado do Paraná.


O professor Luiz apresentou-se bastante formal com voz monocórdica e poucas expressões. Iniciou a aula com um questionário de pesquisa para testar nossos conhecimentos em matéria de informática forense. Foi intrigante. A exposição inovou por veicular diversas perguntas e ainda continuar testando nossa perspicácia quanto a equipamentos e programas de informática. Muitos alunos chegaram ao final da aula com a certeza de que nada sabiam sobre computadores e aplicativos!

O computador e seus periféricos "convencionais".

Perfeitamente coerente com as grandes inovações tecnológicas e experiente com os ardis dos criminosos neste âmbito de trabalho, o professor praticamente brincou com os nossos preconceitos e ideias preconcebidas a respeito de informática.

Ele apresentou novos equipamentos em "embalagens" convencionais e equipamentos antigos em embalagens inovadoras. Isso vale muito para o perito de campo que precisa identificar e coletar evidências eletrônicas.


Alguns procedimentos foram expostos e discutidos, mas boa parte do material também foi disponibilizado para consulta posterior.

Passo a passo da perícia em informática.

Como vários institutos são deficientes em perícias desta natureza, mais importante se tornou os alertas a respeito de uma boa coleta das evidências em local de crime.

Foi uma das poucas aulas em que os alunos, mesmo utilizando notebooks, deixaram seus emails e perfis do Facebook de lado para acompanhar todas as explicações do professor... de informática!

No final do dia convidei os colegas Paulo Rogério e José Cláudio, juntamente com os colegas do Rio Grande do Norte, Marcos e Paulo, para jantar numa lanchonete já conhecida por mim.

Jantar numa lanchonete e retorno para o hotel no final do terceiro dia.

Veja também o quarto dia do curso.

2º dia - Curso Local de Crime Senasp

Segundo dia do Curso de Local de Crime Integrado com Balística, Laboratório, Papiloscopia e Medicina Legal, promovido pela Senasp em João Pessoa/PB.

A professora Joseli Pérez Baldasso do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul nos apresentou, com profundidade e severidade, os conceitos de Cadeia de Custódia.



Minha ênfase no rigor da apresentação se deve pela seriedade com a expositora sensibilizou os alunos. O assunto é fundamental para a credibilidade da prova material.

Conceito apresentado na primeira aula do segundo dia do curso.

Mais que um mero conceito, facilmente apresentado, foi o cuidado da palestrante em informar tratar-se mais que um comando da instituição, mas de uma mudança de cultura organizacional dos executores da custódia da prova.

É preciso fazer o acompanhamento dos vestígios, de maneira segura, prática e confiável. É um ato menos administrativo e mais pessoal, mas pessoal no sentido de comprometimento com o resultado. É dever de todos os funcionários de organismos de inspeção (institutos de criminalística) zelar pela confiança na prova administrada por eles.


Essa foi a principal mensagem que captei desta aula. O material foi disponibilizado, mas servindo mais de incentivo para se aprofundar no assunto. Qualquer instituto que não tenha estas regras de custódia estabelecidas por escrito, não estará zelando pela credibilidade de seu trabalho. A aula foi um ótimo incentivo nesta direção.

Em publicação anterior fiz um rascunho do essencial no cotidiano do perito alagoano. Isso pode ser visto em "Abordagem de local de crime - parte um" e "Abordagem de local de crime - parte dois".

Após o almoço, fora da academia, voltamos para a aula de entomologia, à cargo da professora Janyra Oliveira Costa.



Tanto quanto na primeira aula do segundo dia, o assunto da segunda aula não é de todo desconhecido do perito de campo, aquele que faz exames diretos em locais de crime. No entanto, o entusiasmo e a profundidade das exposições das duas professoras do segundo dia cativaram os alunos.

A professora Janyra foi a primeira que passou detalhes de um bom trabalho de campo. Exibiu materiais e técnicas para a coleta de insetos. Infelizmente o tempo e a proposta do curso não foram suficientes para garantir segurança na reprodução das instruções, mas a porta foi aberta para novos contatos e aprofundamentos no tema.

Exibição de diversas ferramentas para entomologia forense.

Depois da exibição do ferramental, incluindo o ideal, o possível e até o que foi experimentado pela professora, também se expôs o que se deve procurar em locais desta natureza de exames.


A exposição foi bastante didática, ainda que longa e densa. Resumos facilitaram muito a apreensão de certos detalhes e facilitou na hora da avaliação final do curso.

Esquemas didáticos estavam distribuídos na apresentação vespertina do segundo dia do curso.

É esperado que o alunado se satisfaça com a apreensão dos conceitos exibidos em sala de aula. As aulas do segundo dia seguiram um pouco à frente. As professoras nos motivaram a realmente desejar praticar o que foi exposto. Principalmente considerando que o primeiro tema é essencial à processualística da investigação material e o segundo é uma poderosa ferramenta na verificação do momento do óbito em determinados achados criminalísticos.

O segundo dia foi muito proveitoso. Parte do nosso grupo de Alagoas e colegas do Rio Grande do Norte foi jantar no Shopping Manaíra.

Final do segundo dia - jantar no shopping.

Veja também o terceiro dia do curso.

1º dia - Curso Local de Crime Senasp

Primeiro dia do Curso de Local de Crime Integrado com Balística, Laboratório, Papiloscopia e Medicina Legal, promovido pela Senasp em João Pessoa/PB.

O Departamento de Pesquisa, Análise de Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública do Ministério da Justiça - DEPAID/SENASP/MJ promoveu a 3ª edição do Curso acima mencionado. Foi solicitado aos alunos que levassem bloco de anotações, caneta e notebook ou tablet.

Alagoas contribuiu com seis alunos: eu, Paulo Rogério, José Veras, Horácio Brasileiro, José Cláudio e Florestone Ferreira. Quatro vieram diretamente de Maceió e os outros dois partiram de Pernambuco, por motivos pessoais. Todos utilizaram meios próprios (de transporte) para se apresentar no curso.

O local designado foi nas novas instalações da Acadepol da Paraíba.

Recepção da turma pelo diretor da Acadepol.

Mesclagem de duas imagens (celular) ilustrando o primeiro dia de aula.
Clique na imagem para ampliar.

A primeira disciplina foi bastante introdutória e não trouxe maiores novidades. Boa parte se referia à legislação já conhecida do Código de Processo Penal e algumas recomendações de biossegurança, mas de forma rápida.

A professora Ana Flávia deu as boas vindas e abriu os trabalhos.


O almoço foi em um restaurante próximo com toda a turma. Às 14 horas estávamos de volta à academia para a aula de DNA aplicado a locais de crime.

A professora Priscila Martins Pereira esmiuçou as etapas do exame de DNA. Sua apresentação deve ter ficado bem palatável para laboratoristas, mas para o perito de campo, aquele que examina locais de crime, trouxe a compreensão bem aproximada do que é possível fazer com DNA.


Neste momento do curso foi possível observar que determinadas instruções cabiam bem a laboratoristas e outras tantas a peritos de campo. O que poderia ser desvalorizado, na verdade, ganhava relevo no final das apresentações. É importante que se conheça os passos internos de um exame que para o perito de campo se resume a colher material para pesquisa. Principalmente no momento de "filtrar" o que é possível colher para exame e sanar dúvidas de autoridades policiais ainda em campo.

A aula vespertina prendeu a atenção dos alunos até o final. Saímos para o hotel depois das 18 horas.

Exposição sobre DNA aplicado a locais de crime.

 Ainda pela manhã, no final da primeira aula fizemos os primeiros registros da turma.

Grupo do Rio Grande do Norte com a professora Ana Flávia no centro.

Peritos de Alagoas que foram para João Pessoa/PB.

Peritos da Paraíba (em maior número).

Grupo de Alagoas, à vontade, durante o almoço.

Todos os alunos presentes na primeira aula do curso.
(Clique na imagem para ampliar).

Diferentemente do último curso de Fotografia Forense promovido pela Senasp em Maceió/AL, a maioria dos alunos era do próprio estado da Paraíba. Algo que considero coerente com a relação "custo/benefício". Não me parece apropriado enviar muitos alunos para fora de seu estado quando é bem mais barato enviar apenas o professor para os alunos!

Não fizemos uso de notebooks ou tablets para as aulas. Anotamos alguma coisa, mas o material exibido foi disponibilizado imediatamente para os alunos. A maioria preferiu copiar para posterior consulta.

Veja também o segundo dia do curso.